quarta-feira, 4 de maio de 2011

Síndrome de Kabuki

A Síndrome de Kabuki tem uma prevalência de 1/32.000 a 1 por 86.000. A causa é desconhecida.
Diagnóstico
Não existem critérios de diagnóstico universalmente aceites nem um teste laboratorial que permita confirmar ou excluir a situação. As manifestações predominantes são uma baixa estatura pós-natal (83%), deficiência cognitiva habitualmente ligeira a moderada (92%) e as características faciais, esqueléticas e dos dermatoglifos.


Sintomas
As anomalias mais frequentes são:
·         Renais
·         Cardiopatias congénitas
·         Fenda palatina
·         Alterações dentárias com frequência (habitualmente hipodontia dos incisivos e pré-molares)
·         Infecções oftalmológicas

Tratamento
·         Fisioterapia
·         Medicação antiepiléptica
·         Intervenções cirúrgicas por surdez
·         Hormonas de crescimento

CIPA - Insensibilidade Congénita à Dor e Anidrose

A CIPA é uma neuropatia sensorial e autónoma hereditária. Esta provoca uma grave perda na percepção sensorial. O individuo sente a pressão, mas não a dor. Anidrose é a incapacidade de transpirar e regular a temperatura corporal. A incapacidade de sentir dor deve-se ao facto de haver uma diminuição ou uma ausência de fibras nervosas, que impedem o cérebro e o corpo de se comunicarem, fazendo assim com que o estimulo que provoca a dor não “chegue” ao cérebro.
A dor que sentimos dá-nos a percepção de que algo está errado com o nosso organismo, as pessoas que sofrem de CIPA, não têm esta pressepção o que torna a doença rara, uma das mais perigosas.

Causa
  • A CIPA é um distúrbio recessivo autossómico (ambos os pais devem ter uma mutação em, pelo menos, um dos cromossomas autossómicos)
  • Pesquisas indicam que o gene TRKA, que controla o crescimento dos nervos, pode ser o responsável pela doença
Sintomas
  • Incapacidade de sentir dor física
  • Incapacidade de transpirar e regular a temperatura corpórea
  • Retardo mental (em alguns indivíduos)
  • Incapacidade de produzir lágrimas
  • Fraco crescimento
  • Pressão arterial lábil
  • Dificuldades em comer
  • Dificuldades em respirar
  • Vómitos
  • Convulsões
  • Hipotonia
  • Escoliose severa
  • Diminuição do sentido paladar
Complicações
  • Queimaduras
  • Dentição (os bebés que sofrem de CIPA mordem a ponta da linfua, os lábios e a ponta dos dedos até sangrarem)
  • Superaquecimento (a falta de transpiração pode levar à febre)
  • Dificuldades em largar as fraldas
  • Fracturas e outras lesões
Tratamento
  • Protecção da pessoa contra a lesão
  • O tratamento da pneumonia aspirativa
  • Terapêutica anticonvulsivante, se têm convulsões
  • Medicamentos, incluído lágrimas artificiais, para evitar a secagem dos olhos
  • Medicamentos antieméticos
  • Sempre que houver queda, deve encaminhar-se ao hospital, para a realização de exames
  • Terapia ocupacional
  • Uso de luvas para não arranhar os olhos
  • Pedir auxílio, quando estiver a sangrar, pode ser um sintoma de que algo está errado

Parkinson

A doença de Parkinson ou mal de Parkinson é caracterizada por uma desordem progressiva do movimento devido à disfunção dos neurónios secretores de dopamina.
A doença de Parkinson é idiopática, ou seja é uma doença primária de causa obscura. Há degeneração e morte celular dos neurónios produtores de dopamina. É portanto uma doença degenerativa do sistema nervoso central, com início geralmente após os 50 anos de idade.
O parkinsonismo caracteriza-se, portanto, pela disfunção ou morte dos neurónios produtores da dopamina no sistema nervoso central. O local primordial de degeneração celular no parkinsonismo é a substância negra, presente na base do mesencéfalo.


Sintomas
  • Tremor de repouso
  • Bradicinesia
  • Rigidez
  • Acinesia
  • Micrografia
  • Défice de controlo sobre os músculos da face e laringe
  • Instabilidade postural
  • Alterações na marcha
  • Postura encurvada para a frente
  • Deterioração da fluência da fala
  • Depressão
  • Demência
  • Ansiedade
  • Dificuldades de aprendizagem
  • Insónia
  • Perda do sentido olfactivo


Diagnostico
O diagnóstico é feito pela clínica e testes musculares e de reflexos. Normalmente não há alterações nas Tomografia computadorizada cerebral, electroencefalograma ou na composição do líquido cefalorraquidiano.
Técnicas da medicina nuclear como SPECTs e PETs podem ser úteis para avaliar o metabolismo dos neurónios dos núcleos basais.
Tratamento
  • Psicológico
  • Terapêutico
    1. Esteira ergométrica
    2. Fisioterapia
    3. Desportos adaptados

Wilson

A Doença de Wilson (DW) é uma doença neurológica familiar e letal, acompanhada de doença hepática crónica que conduz à cirrose. É, também, denominada como degenerescência hepatolenticular.
Trata-se de uma doença rara, afectando 1 em 30.000 a 100.000 indivíduos, hereditária, de transmissão autossómica recessiva, associada a perturbação do metabolismo do cobre, que resulta do defeito na excreção deste metal pela bílis, levando à sua acumulação, inicialmente, no hepatócito e, posteriormente, em diversos órgãos e tecidos, particularmente, cérebro, córnea e rins.
Prevenção
·         Uma dieta com restrição de alimentos ricos em cobre. Evitando (ex.:):
1.     Marisco
2.    Fígado
3.    Chocolate
4.    Cogumelos
5.    Nozes
6.    Avelãs
7.    Castanhas
Sintomas
·       Simples elevação das transaminases (assintomática)
·       Cirrose
·       Falência hepática fulminante
·       Manifestações clínicas neurológicas
Tratamento
·         Redução da absorção de cobre
·         Promoção da sua eliminação
·         Transplantação hepática (casos extremos)

Huntington

A Doença de Huntington é uma doença genética, caracterizada por perda neuronal selectiva e progressiva, associada a alterações motoras, cognitivas e comportamentais. É uma doença hereditária, com transmissão dominante.
Em Portugal, a prevalência da doença é de 5-10 doentes em cada 100 000 pessoas.

Ocorrência
Os primeiros sintomas podem surgir em qualquer idade. Contudo, é mais comum o seu aparecimento entre os 30 e 50 anos.
A esperança de vida, é em média, de 10 a 15 anos.
A Doença de Huntington não é fatal mas, à medida que os sintomas progridem, aumenta o número de complicações associadas, tais como lesões provocadas por quedas, desidratação, desnutrição ou infecções.
Prevenção
·         Prática de desporto
·         Boa Alimentação
·         Boa hidaratação
Existe um teste genético que permite confirmar o diagnóstico clínico e que pode também ser usado como teste preditivo ou pré-natal, nos familiares em risco que o pretenderem fazer.
Alguns Sintomas
·         Coreia (movimentos involuntários, bruscos e irregulares)
·         Afasia (dificuldades na fala)
·         Disfagia (dificuldades na deglutição)
·         Rigidez
·         Défice cognitivo
·         Perda progressiva de memória
·         Depressão
·         Agressividade
·         Perturbações do sono
Tratamento
Até a actualidade ainda não tem nenhum tratamento específico, sendo a medicação escolhida em função dos sintomas observados, de forma a aliviá-los e a prevenir algumas complicações.

Tetralogia de Fallot

O ventrículo direito, por ser demasiado estreito e espesso, reduz o fluxo sanguíneo para os pulmões. O sangue passa, pobre em oxigénio, para o ventrículo esquerdo e para a aorta, através do defeito.
Dá-se, portanto, uma circulação sanguínea não oxigenada por todo o corpo.
Esta síndrome afecta tanto rapazes como raparigas, e ocorre em cerca de 5 em 10.000 recém-nascidos.
O motivo dos efeitos congénitos do coração é desconhecido. Existem factores pré-natais que se encontram associados a uma maior incidência que a normal da doença, por exemplo, a rubéola maternal ou outras doenças virais durante a gestação. Também a nutrição deficiente durante o pré-natal, o alcoolismo maternal, mães acima dos 40 anos e diabetes são factores que possibilitam a formação na síndrome na criança.


Sintomas
Ao nascer, a criança não mostra sinais de cianose, mas pode desenvolver alturas de pele azulada ao chorar ou ao alimentar-se.
Interfere no crescimento e desenvolvimento normal da criança, deixando a pele do corpo do bebé numa coloração azul e podendo sofrer de falta de ar.
Apresenta quatro defeitos dentro da estrutura do coração:
·         Defeito do Septo Ventricular 
·         Estreitamento da Válvula Pulmonar
·         Aorta Deslocada
·         Parede Espessa do Ventrículo Direito
Tratamento
  • Cirurgia
  • A administração de oxigénio
  • Morfina
  • Propanol

Síndrome de Alagille – Colestase crônica – Estenose da artéria pulmonar


O síndrome de Alagille é uma doença caracterizada por colestase crónica e à estenose da artéria pulmonar, sendo por isso caracterizada pelos três problemas médicos.
A prevalência é de aproximadamente 1 / 70. 000 nascidos. A doença pode se manifestar em recém-nascidos por icterícia prolongada devido à hiperbilirrubinemia conjugada, e / ou sinais e sintomas cardíacos.
A doença geralmente estabiliza idades entre 4 e 10 anos. Na insuficiência hepática ou nas lesões cardíacas aumenta o risco da mortalidade.

Sintomas
·         Escassez de ductos biliares intra e periférica
·         Anomalias na segmentação das vértebras
·         Anomalias no segmento anterior e posterior embriotoxon
·         Retinopatia pigmentar
·         Rins displásicos
·         Anomalias cardíacas:
    1. Estenose ou atresia pulmonar
    2. Defeitos de septo ventricular
    3. Tetralogia de Fallot
    4. Persistência do canal arterial.
·         Hiperbilirrubinemia conjugada
·         Hepatosplenomegalia
·         Hipercolesterolemia
·         Hipertrigliceridemia
·         Coagulopatia. 
·         Anormalidades esqueléticas
1.     Borboleta hemivertebrae
2.    Encurtamento do rádio, ulna, e falanges.
  • Características faciais quando presentes são:
1.     fronte proeminente
2.    Defeitos nos olhos
3.    Fendas palpebrais
4.    Hipertelorismo
5.    Raiz nasal plana
6.    Queixo pontudo.
  • Anomalias oftalmológicas
    1.  Embriotoxon
    2. Retinopatia pigmentar
    3. Papilífero
4.    Anomalia no disco óptico. 
·         Atraso no crescimento
  • Má absorção de gordura (raquitismo)
  • Atrasos de desenvolvimento
  • Rins displásicos rins (AGS comum no tipo 2)
  • Hipotiroidismo
Diagnostico
É baseado no quadro clínico e biópsia hepática evidenciando colestase crônica e escassez de ductos biliares interlobulares.
Diagnósticos diferenciais incluem atresia biliar, fibrose hepática congênita, fibrose cística, icterícia neonatal, doença renal policística, colestase progressiva intra familiar e tirosinemia.

Tratamento
·         Transplante de fígado - pacientes com doença refratária
·         Procedimentos cardíacos ou vasculares podem ser necessários para lesões sintomáticas significativas

Vitilligo

Vitiligo é uma doença não-contagiosa em que ocorre a perda da pigmentação natural da pele. É uma doença auto-imune.
Stresse físico, emocional, e ansiedade são factores comuns no desencadeamento ou agravamento da doença. Patologicamente, o vitiligo caracteriza-se pela redução no número ou função dos melanócitos, células localizadas na epiderme responsáveis pela produção do pigmento cutâneo — a melanina. A doença pode surgir em qualquer idade, sendo mais comum em duas faixas etárias: 10 a 15 anos e 20 a 40 anos.
Os pêlos localizados nas manchas de vitiligo se tornam esbranquiçados. O local atingido fica bastante sensível ao sol, podendo ocorrer sérias queimaduras caso exposto ao sol sem protector, aumentando o rico de cancro de pele.


Sintomas
·         Despigmentação, geralmente em forma de manchas brancas (hipocromia) de diversos tamanhos e com destruição focal ou difusa.
·         Os pêlos localizados nas manchas de vitiligo tornam-se esbranquiçados.
·         A pele torna-se sensível ao Sol – possíveis queimaduras
·         Cancro de pele.
Tratamento
·         Corticosteróides
·         Trioxsaleno
·         Imunomoduladores
·         Helioterapia
·         PUVA
·         Enxertos cirúrgicos
·         Esteróides – pouco eficientes
·         Tratamento quimicamente para remover todo o pigmento da pessoa para que a pele fique mais uniforme
·         Terapias psicológicas